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Friday, 12 October 2012

Efeito Estroboscópico e a segurança no trabalho

Um estroboscópio consiste num dispositivo óptico que permite estudar e registar o movimento contínuo ou periódico de elevada velocidade de um corpo, com o objectivo de o fazer parecer estacionário. Obtém-se um conjunto de imagens discretas mas que são representativas do percurso que o corpo descreve.
 Esse efeito é conseguido através da alternância entre a iluminação com uma luz intensa e o bloqueamento dessa luz com um diafragma - lâmpada estroboscópica. Quando é utilizado com uma lâmpada estroboscópica permite determinar a frequência de rotação de corpos, pois fazendo coincidir a frequência da iluminação com a do movimento, cada feixe de luz ilumina a mesma fase do movimento, resultando numa aparente imobilidade do corpo em rotação. Se as frequências do estroboscópio e do processo de medição coincidirem, o processo parece estar parado.

Imagine um ambiente completamente escuro em que existe uma lâmpada comum que pisque numa determinada frequência. Se você pedir para uma pessoa caminhar neste ambiente, você só vai conseguir vê-la nos breves instantes em que a lâmpada estiver acesa. Isso significa que você não vai ver a pessoa caminhando mas, vai vê-la como se ela tivesse sido "fotografada" em locais que mudam sucessivamente à medida que ela se desloca no ambiente, conforme mostra a figura abaixo


O movimento da pessoa será então visto de forma descontínua. É exactamente isso que ocorre nos bailes, nas discotecas, etc quando somos iluminados por uma luz que pisca rapidamente. 

Se pedirmos que a pessoa se movimente rapidamente para frente e para trás, repetindo continuamente este movimento, vai chegar o instante em que a lâmpada pisca justamente quando ela estiver na posição A e depois na posição B.
 
 
Como só podemos ver a pessoa nos instantes em que a lâmpada está acesa, a imagem que os nossos olhos terão será interessante: veremos duas pessoas, uma em A e outra em B. Se a pessoa for suficientemente rápida, ela conseguirá alcançar a frequência das piscadas ou centilação da lâmpada de tal forma, que a lâmpada sempre piscará quando ela estiver na posição B.

Teremos então a imagem da pessoa paralisada em B, pois não veremos mais quando ela vai até A e volta (pois isso ocorre no intervalo em que a lâmpada está apagada). Em outras palavras, nestas condições conseguiremos "paralisar" ou "congelar" o movimento da pessoa, mesmo que ela continue se movimento!
 
Persistência Retiniana
 
O efeito que vimos pode ser ainda mais acentuado se considerarmos uma característica da visão humana denominada "persistência retiniana". Nossos olhos não conseguem separar eventos que ocorram num intervalo de tempo menor que 1/10 de segundo. Se uma lâmpada piscar numa freqüência menor que 10 Hz (10 piscadas po segundo ou 1/10 de segundo para cada piscada) distinguiremos perfeitamente estas piscadas. No entanto, se as piscadas forem mais rápidas, não as conseguiremos separar e veremos a lâmpada acesa continuamente.
 
Isso ocorre com a TV em que as imagens estão mudando a razão de 60 ou 50  por segundo, dependendo da frequência do sistema eléctrico – 60 ou 50 Hz,  mas a nossa visão não consegue perceber isso. É como se 60 ou 50 fotos fossem projetadas em cada segundo na tela do televisor. Não conseguimos perceber esta mudança rápidas das "fotos" mas tão somente a mudança de posição dos objectos dando a impressão de movimento.
 
Assim, se no caso da lâmpada que ilumina a pessoa que "vai e vem" as piscadas ocorrerem numa velocidade maior que 10 Hz, veremos a pessoa parada e a lâmpada acesa (sem piscar).
 
Este é o efeito estroboscópico, que pode ser observado em muitos outros casos. Por exemplo, se tivermos uma roda raiada ou uma hélice que gire diante de uma lâmpada que pisca, só veremos os raios nas posições em que a lâmpada está acesa. Se o movimento estiver sincronizado com as piscadas, a roda parecerá parada. Se o movimento tiver uma velocidade um pouco maior do que a das piscadas, a roda parecerá girar para trás.
 
É por este motivo que nos filmes em que aparecem rodas raiadas ou hélices, elas parecem às vezes estar paradas ou girando ao contrário. É a combinação de seu movimento com a velocidade com que sua imagem é captada pela câmera.
 
O efeito estroboscópico é mais frequente nas máquinas rotativas iluminadas com armaduras fluorescentes. 
Quem já não notou o efeito cansativo provocado através dos olhos, quando estamos muito tempo num local iluminado por lâmpadas fluorescentes?

Tal deve-se ao facto da frequência da rede ser de 50 Hz, ou 50 ciclos por segundo, isto é, a tensão de alimentação da rede eléctrica tem uma oscilação muito rápida passando por valores máximos e mínimos 50 vezes por segundo, o que dá 100 passagens por zero, por segundo.
 
Podemos dizer que a lâmpada “apaga-se” 100 vezes por segundo. Não sendo isto totalmente verdadeiro devido à inércia electrónica, o que é facto é que os “nossos olhos” detectam estas oscilações e, se expostos por longos períodos a um ambiente iluminado por lâmpadas fluorescentes, podem levar a dores de cabeça, cansaço visual e outras maleitas.
 
Esses efeitos são realmente prejudiciais a visão, pois causam cansaço visual, pela intermitência da luz, que pode não ser visível aos nossos olhos, mas são captados por nosso cérebro, o que vem causar esse desconforto.

No caso das lâmpadas incandescentes tal efeito não se verifica porque estas lâmpadas funcionam aproveitando o efeito térmico da passagem da corrente eléctrica (que aquece o filamento da lâmpada e assim ilumina) e a inércia térmica (aquecer/arrefecer) é muito maior do que a da excitação dos electrões do gás de uma lâmpada fluorescente, cujo embate contra as paredes da lâmpada, revestidas por uma substância fosforescente, nos fornece a luz.

Mas será que podemos eliminar este efeito?

Bem, totalmente não. Mas há uma maneira de atenuá-lo significativamente. É recomendado o uso de pelo menos duas lâmpadas ligadas em circuitos diferentes ou com reator duplo. Desta forma, a cintilação das lâmpadas passa a ocorrer desfasada, e o efeito estroboscópico anula-se. Aconselhamos pois este tipo de ligação, sobretudo em ambientes fabris e de escritório, onde as pessoas passam muitas horas seguidas.

Outra solução, mais moderna, é utilizar, em vez do arrancador e balastros clássicos, o chamado balastro electrónico, que funcionando em alta frequência, na faixa de 35.000 ciclos, praticamente elimina esse efeito, uma vez que com esta frequência até a menor inércia da excitação dos electrões é suficiente para os nossos olhos e cérebro não notarem e sentirem tão rápidas variações. Desta forma, podemos dizer que as lâmpadas fluorescentes, quando operam com balastro electrónico, não fazem mal à visão. O reverso da medalha é que este tipo de balastro são bastante mais caros que os clássicos arrancador e balastro.

Portanto, sempre que possivel evite a instalação de lampadas causadoras de efeito estroboscópico em oficinas ou locais em que existam máquinas rotativas. Deve sempre instalar equipamentos rotativos com sistema de protecção contra acidentes pessoais e a uma altura considerável. Recomenda-se sempre uma sinalização adequada para zonas com probabilidades de incidentes por efeito estroboscópico.


As lâmpadas flúorescentes, quando não equipadas de uma armadura filtrante, podem exercer um efeito estroboscópico sobre máquinas-ferramenta em movimento, nomeadamente tornos, serras, engenhos de furar etc. Há assim o perigo da cintilação da lâmpada "parar", por exemplo, a rotação de uma serra circular, dando ao operário a ilusão de que ela está estacionária, com todas as consequências que daí adviriam.

A iluminação adequada no local de trabalho é um dos factores mais importantes para um desempenho eficiente das nossas tarefas, para além de que pode evitar muitos acidentes.
 
Actualmente a qualidade do gás e do revestimento no interior das lâmpadas têm sido aprimorada, proporcionando grande melhoria na reprodução das cores e na redução no tamanho das lâmpadas.
 
É importante não só a quantidade de luz mas também a qualidade da luz. Outro factor a evitar no local de trabalho é o encandeamento causado pela luz do sol ou de outra fonte de luz forte.

Contudo, as vezes existe a necessidade de se criar o efeito estroboscópio e para tal devemos utilizar um estroboscópio digital, como por exemplo, o estroboscópio Digital Lutron DT-2269
 
O Estroboscópio Digital Lutron DT-2269 permite que o usuário visualize um objeto em movimento, mesmo em altas velocidades, como se "estivesse parado" (Efeito estroboscópio).

Este instrumento pode operar desde 0,3 até 175 lampejos por segundo, o que representa uma rotação desde 20 até 10500 rpm (Rotação por minuto) podendo ser visualizada instantaneamente através de seu mostrador digital tipo LED de 5 dígitos.

O Estroboscópio Digital Lutron DT-2269 é fabricado com tecnologia totalmente digital microprocessada, não tendo nenhum tipo de ajuste mecânico ou potenciômetro, permitindo um ajuste fácil e preciso através do teclado no painel do equipamento.

A interface de comunicação serial tipo RS-232 possibilita que a leitura atual do mostrador do equipamento seja enviada a um computador para registro ou processamento. 
Mantenha sempre um ambiente seguro em sua casa e no seu local de trabalho
 

Referências:

http://www.estroboscopio.com
http://www.newtoncbraga.com.br

E. Macedo
www.angolapowerservices.blogspot.com

Tuesday, 2 October 2012

Freestreet - ILUMINACÃO PÚBLICA SEM POSTES – O NOVO DESIGN DA PHILIPS

A multinacional Holandesa Philips apresentou o seu novo design para a iluminação pública, na sequência de um recente desafio de vários urbanistas e arquitectos, um sistema de iluminação pública que dispensa os típicos postes verticais - O FreeStreet.
 
O novo design da Philips - O FreeStreet é constituído por cabos horizontais com grupos de luzes LED - Diodo emissor de luz (light-emitting diode) integrados a intervalos regulares.
 
 
O referido sistema ganhou em 2011 um Dutch Design Award, e encontra-se já disponível no mercado europeu. Os cabos suspensos foram concebidos para serem instalados paralelamente à orientação das ruas que iluminam, e têm de ser fixados e ligados a fontes de alimentação em fachadas de edifícios a cada 100 metros. Estes intervalos são, de acordo com a Philips, bastante superiores aos cerca de 20 metros de outros tipos de iluminação suspensa. Os ditos candeeiros são também 40% mais eficientes em termos energéticos que as lâmpadas de vapor de sódio normalmente usadas em aplicações de rua.

 O conjunto de luzes LED foram desenhados para imitar a forma de gotas de líquidos ao longo dos cabos, tendo como tal um aspecto muito fluido e discreto que alegadamente não causa poluição visual. Contudo, e apesar da sua flexibilidade e potencialidade para retirar alguns postes das ruas das grandes cidades, a instalação do FreeStreet pode interferir com o traçado de linhas de distribuição ou de catenárias de carros elétricos. 
Com as lâmpadas de vapor de mercúrio a serem banidas na União Europeia em 2015, os urbanistas procuram por alternatívas inovadoras. O sistema elimina a tradicional poluição visual causada pelos postes de rua, em substituição uma sequência de lâmpadas LED ao longo de um cabo que são virtualmente invísiveis durante o dia  foi concebida. O resultado consiste na luz que aparenta fluir no ar. Esta solução flexível e leve providencia uma distribuição homogênea da luz sem uma obstrução visual ou física dos postes a nível dos olhos.
 
Lâmpadas de vapor de mercúrio

O primeiro projecto piloto foi lançado no centro da cidade de Eindhoven, na Holanda, iluminando  Catharinaplein (ou a praça de Catharina) em Abril de 2012.
 Cidade de Eindhoven - Holanda

A Philips abre assim uma nova prespectiva tecnologica para a iluminação pública dos grandes centros urbanos.

Existem algumas vantagens e desvantagens nesse design, o que vai permitir com que sistemas inovadores sejam criados. Uma das grandes vantagens é a efeciência de 40% sobre as lâmpadas de vapor de sódio. Alguns tecnologistas gostariam de ver as lâmpadas de vapor de sódio substituidas pelas LEDs mas, mantendo a estrutura dos postes eléctricos. Por outro lado, os urbanistas gostariam de ver esse design melhorado de forma a mitigar os aspectos de poluição visual. Outro aspecto negativo seria o acumular de aves ao redor dos cabos.
 
Certamente que os postes  eléctricos ainda vão continuar a fazer parte da arquitectura dos grandes centros urbanos. Aguardemos por inovações.
 
 
Emméry Macedo

Sunday, 30 September 2012

Conheça a Hidroeléctrica de Cahora Bassa – O orgulho de Moçambique


A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), S. A. é uma empresa moçambicana de capital maioritariamente nacional.

A HCB S.A foi constituída a 24 de Junho de 1975, nos termos do protocolo concluído, entre a Frente de Libertação de Moçambique e o Governo Português. 

Este empreendimento situa-se em Songo, Distrito de Cahora Bassa, Província de Tete.

A albufeira é um grande lago artificial com uma área de 2900 km², um comprimento máximo de 270 km e largura máxima de 30km, sendo a sua capacidade útil de 52 km².

A barragem está implantada numa estreita garganta do rio, com vertentes verticais na parte superior e em forma de V na parte inferior. O seu corpo é de betão, do tipo abóbada de dupla curvatura e tem:

171 metros (m) de altura a partir das fundações;

303 m de comprimento no coroamento;

21,5 m de espessura máxima nas fundações;

5 m de espessura mínima no coroamento.

A central é uma enorme caverna escavada na rocha, com 220 m de comprimento, 29 m de largura e 57 m de altura, situada na margem sul do rio. Possui órgãos de segurança da estrutura da barragem compostos por oito descarregadores de fundo e um de superfície, com a capacidade máxima de descarga de cerca de 14.000 m³/s.

É no interior desta caverna que estão instalados cinco grupo geradores, cada um destes é formado por uma turbina tipo Francis de 415 MW.



A rotação dos grupos geradores faz-se à velocidade nominal de 107,11 rpm, a que corresponde a frequência eléctrica de 50 Hz usada na rede eléctrica moçambicana.

Cahora Bassa com os seus 5 grupos geradores e um caudal máximo turbinado de 2.250 m³/s é actualmente o maior produtor de electricidade em Moçambique. Com capacidade superior a 2000 MW abastece Moçambique (perto de 250 MW), África do Sul (1100 MW) e Zimbabwe (400 MW). Decorrem negociações para o abastecimento de energia eléctrica de Cahora Bassa para o Malawi.


As subestações do Songo (em Moçambique) e de Apollo (na África do Sul) estão ligadas por duas linhas aéreas de transporte, monopolares de alta tensão ( HVDC), cobrindo uma distância de 1.400 km, sendo 900 km em território moçambicano, ao longo da fronteira com o Zimbabwe.

As torres que suspendem os condutores são do tipo piramidal com altura normal de 49 metros, tendo sido implantadas cerca de 6.400 torres. 


Para o fornecimento de energia ao Centro e Norte de Moçambique estão instaladas duas linhas de transporte de energia ligando a subestação do Songo à subestação de Matambo, próximo da cidade de Tete. Da subestação de Matambo sai, entre outras, uma linha de transporte que alimenta a subestação de Chibata, próximo da Cidade de Chimoio.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa é na verdade um motivo de orgulho do sector eléctrico Moçambicano.
 
Para mais informações acesse  o site oficial: http://www.hcb.co.mz

Blogue Cahora Bassa: http://cahorabassa.blogspot.com

Thursday, 27 September 2012

PORQUÊ QUE OS DISJUNTORES DIFERENCIAIS DISPARAM QUANDO LIGAMOS O OUTRO GERADOR?


Recentemente instalamos um novo gerador alugado as Jembas para fornecer energia ao hospital. Os dois geradores têm a mesma capacidade de 1MVA. Contudo, quando ligamos o novo gerador começamos a ter problemas no sistema de distribuição com os quadros a dispararem os disjuntores diferenciais. Já analisamos os circuitos e tudo parece conforme. Não verificamos nenhuma falha a terra. Contudo, o mesmo não acontece com o antigo gerador. Queira por favor providenciar algum conselho nesse sentido.


1 – Por incrível que pareça os disjuntores diferenciais não accionam somente quando existe uma fuga a terra mas sim quando existe qualquer desequilíbrio entre as fases e o neutro.

2 – Tendo em conta que o sistema de distribuição da instalação é o mesmo não convém alterar a sua configuração.

3 – Verifique o sistema da instalação do antigo gerador incluindo o tipo de aterramento. Não esqueça de verificar o tipo de ligação que é feita com o neutro do gerador. Os dois geradores devem estar ligados com o mesmo tipo ou sistema de aterramento.

4 – Verifique se os sistemas de aterramento dos geradores estão interligados. Devemos sempre manter os geradores a um mesmo potencial eléctrico.

5 – Verifique se o neutro do novo gerador está ligado a terra. Se não estiver, deverá ligá-lo a terra, pois daqui devem estar a resultar os desequilíbrios de fases na rede. Portanto, me parece que existe uma situação de neutro flutuante causado pelo segundo gerador. Normalmente os geradores são fornecidos com um neutro flutuante, que deve ser adequado a instalação a ser conectado.

Quando o ponto estrela de uma carga desequilibrada não é ligado ao ponto estrela da fonte de tensão (Transformador ou Gerador), então as voltagens das fases não permanecem equilibradas ou seja não são iguais mas, variam de acordo as suas cargas. Essa variação cria um neutro flutuante, o que faz com que os disjuntores diferenciais accionam por desequilíbrio de carga e não por uma falha a terra.

Portanto, deverá fazer os devidos ajustes de maneira a evitar um neutro flutuante ou seja deve manter o neutro do sistema eléctrico e da fonte a um mesmo potencial.

Emméry. Macedo
www.angolapowerservices.blogspot.com
 

Monday, 24 September 2012

Reflectindo sobre os cortes constantes de energia por parte da EDEL e uma das soluções propostas pelo Ministério da Energia e água

Reflectindo sobre os cortes constantes de energia por parte da EDEL e uma das soluções propostas pelo Ministério da Energia e água: http://www.angonoticias.com/Artigos/item/36108/edel-trabalha-para-atenuar-defice-de-potencia-registada-em-capanda 

Penso que isso não é solução para um País onde grande parte da população é maioritariamente pobre. Porquê gastar dinheiro com programas não sustentáveis quando podíamos investir o mesmo dinheiro para aumentarmos os níveis de produção e distribuição de energia? Campanhas de racionalização energética e tecnologias económicas são sempre bem-vindas, mas não de substituição de lâmpadas ou aparelhos eléctricos com fundos públicos.

Quem garante a continuidade do fornecimento de tais aparelhos e lâmpadas económicas a população? Eis a questão. Preferes comprar uma lâmpada incandescente a 50Kz ou uma económica a 200kz, quando a prior já se sabe que ela estará apagada devido aos cortes da EDEL.

Quando se tem um fornecimento de energia regular e uma tarifa sobre o consumo real doméstico, a população racionalmente opta por usar lâmpadas e aparelhos económicos evitando o pagamento de facturas com altos níveis de consumo energético.
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Luanda, Viana, Angola
Consultoria e Prestação Serviços powered by Emméry Macedo - Engenheiro Eletrotécnico, BTECH, BEST CUM LAUDE, pela Durban University of Technology (DUT), Galardoado pelo Institute of Professional Engineering Technologists (IPET), Pos-Graduado em Gestão de Projectos pela Universidade de Liverpool; Bacharel em Ciências Matemáticas pela Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto de Angola, Professor de Matemática e Física pelo IMNE- Garcia Neto, Professor de Electrόnica de Potência da Universidade Metodista, membro do IET - Institution of Engineering and Technology MIET nº 91651226, membro da Ordem dos Engenheiros de Angola OEA nº 2924, com certificação em ETAP, SKM, HV Switching, SAEP, etc...

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