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Tuesday, 8 November 2011

Qual é a diferença entre uma falha de arco e um curto-circuito?


Em geral, a ionização é insuficiente para sustentar a condução pelo ar ou seja para ocorrer um arco eléctrico. Para que um arco aconteça é necessário existir uma diferença de potêncial entre os condutores ou entre condutores e a massa. As falhas com arco estão geralmente limitadas a sistemas com voltagem acima dos 120 Volts.

Uma série de arcos ocorrem em condutores elétricos quando existe um pequeno buraco ou quebra no isolamento que permite com que a corrente possa fluir para terra ou entre a fase e o neutro (podendo causar um curto-circuito). Falhas de arco, especialmente falhas de arco paralelas, causam aquecimento dos condutores e incêndios, mesmo quando não existe a possibilidade de choque eléctrico.

Um falha de arco ocorre quando as conexões soltas ou corroídas fazem contacto intermitente e provocam faíscas ou arcos entre as conexões ou ligações. Isso se traduz em calor, que destroi o isolamento do fio ou condutor e pode causar um incêndio eléctrico. Normalmente, ocorre em instalações mal feitas, velhas ou soltas devido a interferência humana , animal ou factores ambientais como ventos, humidade, radiação solar, etc. O arco pode não ser capaz de desligar o disjuntor de um circuito, o que produz altas temperaturas e eventualmente pode provocar um incêndio.

Por outro lado, um curto-circuito ocorre quando um conductor de uma das fases entra em contacto com o condutor de terra ou neutro. Um curto-circuito pode provocar uma falha com arco, principalmente quando o contacto entre os condutores não resulta em uma falha sólida ou a diferença de potencial é elevada.

Em sistemas de alta tensão, nem sempre os condutores precisam entrar em contacto para que um arco elétrico seja criado. A simples tentativa de aproximação de sistemas com uma diferença de potêncial considerável, faz com que um arco seja criado resultando em um fluxo ou descarga elétrica. Essa descarga eléctrica atingue temperaturas elevadas podendo causar danos materiais e humanos.

A fim de proteger a sua casa contra incêndios, um interruptor de circuito contra falhas de arco – AFCI (AFCI sigla em inglês – Arc fault circuit interrupter) pode ser usado para detectar este problema.

O que é um AFCI? É um disjuntor concebido para interromper o circuito em caso de falhas de arco eléctrico.

Como funciona um AFCI? Um disjuntor convencional responde somente a falhas por sobrecargas ou curto-circuito. Portanto, não protege contra condições que produzem um fluxo aleatório da corrente. Um AFCI é selectivo de tal forma que um arco normal não é capaz de o acionar.

Um circuito sensível interno é usado para monitorar continuamente o fluxo de corrente. Uma vez detectada um fluxo anormal da condição do arco, o circuito interno aciona e dispara o disjuntor desligando desta forma o circuito e, reduzindo de igual modo a probabilidade de ocorrência de um incêndio.

Um AFCI não pode ser acionado durante condições de arcos normais, que podem ocontecer quando desligamos um interruptor ou puxando uma ficha da tomoda.

Actualmente os AFCI são concebidos como um disjuntor convencional combinando sistemas de protecção tradicional de sobrecarga e curto-circuito.

Alguns desenhadores, combinam protecção GFCI/RCD e AFCI. GFCI – sigla em inglês para Ground Fault Circuit Interrupter (Interruptor de circuito contra corrente de fugas para terra)

Um disjuntor do tipo AFCI tem um duplo propósito: Protecção contra falhas de arco evitando incêndios e protecção tradicional de sobrecarga e curto-circuito.

Não se pode confundir um AFCI com um GFCI. GFCI é concebido para a protecção pessoal contra choques eléctricos, enquanto que um AFCI protege contra incêndios causados por falhas de arco.

Um GFCI também pode proteger contra incêndios eléctricos detectando arcos ou outras falhas à terra, mas não podem detectar falhas de arco entre fases que podem causar incêndios eléctricos.

Portanto, contacte sempre um eletricista especializado e assegure-se que de facto o dispositivo de protecção instalado satisfaz as suas necessidades.

Concluindo: As falhas de arco podem gerar um curto-circuito quando acontecem entre as fases ou entre as fases e o neutro. Um curto-circuito pode geral falhas com arco, principalmente em circuitos onde a diferença de potencial é enorme ou quando o curto-circuito não resulta em uma falha sólida.

Emméry Macedo

Wednesday, 24 August 2011

Voltagens nominais utilizadas em Angola

Quais são os tipos de voltagens nominais utilizados no sistema de transmissão e distribuição em Angola?

Os tipos de voltagens principais utilizadas no sistema de transmissão e distribuição em Angola são: 230V/0.4kV, 15kV, 30kV, 60kV e 220kV.

Thursday, 28 July 2011

EFEITOS DA CORRENTE ELÉCTRICA SOBRE O CORPO HUMANO


O corpo humano é muito sensível à passagem da corrente elétrica. Isto ocorre porque as actividades musculares, incluindo a respiração e os batimentos cardíacos são controlados por correntes elétricas internas. A passagem de corrente elétrica de origem externa pode resultar em graves descontroles, tais como paralisia respiratória, fibrilação ventricular ou paragem cardíaca, etc…

Vários dos efeitos apresentados devem ser entendidos com grande probabilidade de ocorrer. Além disso, tais efeitos podem variar de uma pessoa para outra, dependendo da idade, podendo ser mais graves em pessoas cardíacas. A fibrilação ventricular se caracteriza pelo movimentos de contração não coordenados dos ventrículos, resultando na diminuição da acção de bombeamento sanguíneo. A fibrilação ventricular pode levar à morte se o batimento cardíaco normal não for restabelecido com técnicas médicas adequadas.

Ao passar pelo corpo humano a corrente elétrica danifica os tecidos e lesa os tecidos nervosos e cerebral, provoca coágulos nos vasos sanguineos e pode paralisar a respiração e os músculos cardíacos.A corrente elétrica pode matar imediatamente ou pode colocar a pessoa inconsciente, a corente faz os músculos se contrairem a 60 ciclos por segundo, que é a frequência da corrente alternada (ou 50 ciclos para sistemas de 50Hz).

A sensibilidade do organismo a passagem de corrente elétrica inicia em um ponto conhecido como Limiar de Sensação e que ocorre com uma intensidade de corrente de 1mA para corrente alternada e 5mA para corrente contínua.
Pesquizadores definiram 3 tipos de efeitos manifestados pelo corpo humano quando da presença de eletricidade.

Limiar de Sensação ( Percepção )

O corpo humano começa a perceber a passagem de corrente elétrica a partir de 1 mA.

Limiar de Não Largar

Está associado às contrações musculares provocadas pela corrente elétrica no corpo humano, a corrente alternada a partir de determinado valor, excita os nervos provocando contrações musculares permanentes, com isso cria se o efeito de agarramento que impede a vítima de se soltar do circuito, a intensidade de corrente para esse limiar varia entre 9 e 23 mA para os homens e 6 a 14 mA para as mulheres.

Limiar de Fibrilação Ventricular

O choque elétrico pode variar em função de factores que interferem na intensidade da corrente e nos efeitos provocados no organismo, os fatores que interferem são : Trajeto da corrente elétrica no corpo humano, tipo da corrente elétrica, tensão nominal, intensidade da corrente, duração do choque elétrico, resistência do circuito, frequência da corrente.

O corpo humano é condutor de eletricidade e sua resistência varia de pessoa para pessoa, e ainda depende do percurso da corrente. A corrente no corpo humano sofrerá variações conforme for o trajecto percorrido e com isso provocará efeitos diferentes no organismo, quando percorridos por corrente elétrica os órgãos vitais do corpo podem sofrer agravamento e até causar sua paralização levando a pessoa a morte.

O corpo humano é mais sensível a corrente alternada do que á corrente continua, os efeitos destas correntes no organismo humano em geral são os mesmos, passando por contrações simples para valores de baixa intensidade e até resultar em queimaduras graves e a morte para valores maiores. Existe apenas uma diferença na sensação provocada por correntes de baixa intensidade; a corrente continua de valores imediatamente superiores a 5 mA que é o Limiar de Sensação, cria no organismo a sensação de aquecimento ao paso que a corrente alternada causa a sensação de formigueiro, para valores imediatamento acima de 1 mA.

A sensação de choque elétrico surge com correntes elétricas de intensidades superiores a 1 mA. Com correntes superiores a 10 mA os músculos se contraem, o que dificulta, por exemplo, o pulo (salto). Correntes próximas de 20 mA tornam difícil a respiração, podendo cessar com correntes que chegam a 80 mA

A corrente pode, se é alta o suficiente, causar danos aos tecidos ou fibrilação que leva à paragem cardíaca. 60 mA de corrente alternada (rms, 60 Hz) ou 300-500 mA de DC pode causar fibrilação.

A resistência do corpo humano varia de 300 Ω até cerca de 1MΩ, dependendo das características fisicas de cada indivíduo, da condição da pele e do meio ambiente.

Portanto, a resistência média de um homem adulto é de 2000 Ω. Contudo, o valor de 1000 Ω como resistência do corpo humano é normalmente adoptado por diversos padrões internacionais como IEC, IEEE, etc.

Se um indivíduo adulto submeter-se a um shock eléctrico num sistema de 230VAC, o seu corpo estará sujeito a uma corrente eléctrica de 0.115A ou seja 150 mA. Essa corrente é extremamente perigosa e pode ser fatal se o individuo não largar imediatamente o condutor ou separar-se do sistema eléctrico.

O valor máximo de voltagem que um individuo adulto pode entrar em contacto permanente sem risco de morte em condições normais é 50VAC. Portanto, a corrente electrica deve ser limitada em I = 50V/2000Ω = 25mA. Se considerarmos o valor de resistência humana 1000 Ω, teriamos uma corrente de 50mA a fluir sobre o corpo humano. Esse valor é superior ao limiar de não largar.



Conduto, o valor da resistência humana varia de acordo a massa corporal e a condição ambiental (seco, húmido ou molhado). Por isso, encontramos dispositivos de protecção pessoal de 25 ou 30mA dependendo do padrão indústrial adoptado. Esses valores são adoptados para o fabrico de dispositivos de corrente residuais (RCD), independentemente da voltagem a que os mesmos serão submetidos.

Contudo, a corrente electrica é extremanente importante para a vida do homem moderno e ao mesmo tempo se pode tornar perigosa se os circuitos eléctricos não forem bem concebidos, o que permitirá o contacto directo com o mesmo, causando assim danos humanos e materiais incalculáveis.

Para mais informações consultar as normas: IEC/TR-60479-1/2/3/4, NEC (NFPA 70), IEEE 141, IEEE 142, etc....

Friday, 15 July 2011

Como prevenir o choque eléctrico?


Algumas dicas sensíveis na prevenção de choque elétrico. Essas dicas vão ajudar a mantê-lo seguro.

1 – Tenha sempre uma cultura de trabalho segura.

Trabalhar com circuitos elétricos pode ser perigoso se você não tomar certas precauções de segurança. Choque elétrico pode não só causar lesões a você, mas também matá-lo. Pratique segurança sempre que trabalhar em qualquer circuito e não tenha pressa! Quando você se apressa em terminar um projecto, há uma maior chance de um acidente ocorrer.


2 – Isole ou desliga o circuito

Desliga sempre a energia à um circuito ou dispositivo em que você vai estar a trabalhar. Esta é a primeira coisa que você deve fazer antes de trabalhar em qualquer circuito elétrico. Eu não conheço ninguém que tenha sido eletrocutado com um circuito que não estivesse energizado. A vida é mais precisosa do que qualquer equipamento, perdas de produção, etc... Essa é a regra de ouro para qualquer técnico, engenheiro elétrico, etc...

Ao isolar o circuito sinalize sempre o local para chamar a atenção da condição do mesmo, certifique-se de que todas as medidas para evitar que o mesmo seja energizado foram acauteladas. Quando possivel isole e tranque os disjuntores ou dispositivos de isolamento com um cadeado para evitar que alguem energize o circuito inadvertidamente.

3 – Testa o circuito

Depois de isolar ou desligar um circuito, é uma boa ideia testar com um equipamento certificado para se ter a certeza de que, na verdade, ele está isolado ou desligado. Nunca assuma que o circuito está desligado!

4 - Escadas

As escadas são necessárias para realizar alguns trabalhos elétricos. Evite o uso de escadas de alumínio em qualquer projecto elétrico. Use sempre uma escada de fibra de vidro ou madeira com isolamento para mantê-lo seguro.

5 – Locais Molhados

Evitar áreas molhadas quando se trabalha com ou em qualquer equipamento elétrico. A quem diria : “se existe uma razão para que você tenha que estar nessa situação, usa botas e luvas de borracha, estrados de madeira, etc..”. Eu digo “ nunca se deve trabalhar em locais molhados envolvendo circuito ou equipamentos eléctricos” . use sempre a sua regra de ouro... Isole o circuito, simples como isso; Não corra o risco de perder a vida!...

6 – Use sempre os equipamentos de protecção e segurança pessoal adequado ao circuito eléctrico ou ao trabalho a efectuar.

Instale sempre que possivel um disjuntor diferencial em circuitos ou equipamentos operados frequentemente pelos seus trabalhadores ou em àreas húmidas. Um disjuntor diferencial, ou disjuntor diferencial residual (DR), é um dispositivo de proteção utilizado em instalações eléctricas. Permite desligar um circuito sempre que seja detectada uma corrente de fuga superior ao valor nominal. A corrente de fuga é avaliada pela soma algébrica dos valores instantâneos das correntes nos condutores monitorizados (corrente diferencial).

Os Dispositivos DR, Módulos DR ou Disjuntores DR de corrente nominal residual até 30mA, são destinados fundamentalmente à proteção de pessoas, enquanto os de correntes nominais residuais de 100mA, 300mA, 500mA, 1000mA ou ainda superiores a estas, são destinados apenas a proteção patrimonial contra os efeitos causados pelas correntes de fuga à terra, tais como consumo excessivo de energia elétrica ou incêndios

Wednesday, 20 April 2011

Como desenhar uma instalação eléctrica para um motor de indução (690V, 60Hz, 55kW, 56 A)?

O desenho da instalação depende dos padrões eléctricos a serem usados tais como; NFPA 70 ou NEC – National Electrical Code (EUA), IEEE (EUA), IEC (UE), SABS (Africa do Sul), BS ( Reino Unido), etc… Infelizmente, não existe uma norma eléctrica angolana. Contudo, vamos analisar o caso tendo em conta os padrões eléctricos Norte Americanos devido a frequência utilizada (60Hz).

Independentemente do padrão a ser usado, deve-se calcular o seguinte:

1 – Tamanho do conductor ou cabo eléctrico a ser usado;
1.1 – Secção transversal do conductor
1.2 – Queda de tensão ao longo do conductor
1.3 – Análise da capacidade de resistência do conductor à corrente de curto-circuito.

2 – Dimensionamento dos dispositivos de protecção eléctrica:
2.1 – Curto-circuito
2.2 – Sobrecarga

3 – Análise dos dispositivos e características de arranque:

Suponhamos que o seu motor será instalado a uma distância de 100 metros do quadro de distribuição.


1.1 – Secção transversal do conductor

O tamanho mínimo do conductor para esse motor, de acordo ao NFPA 70, article 430.22, tabela 310.16 será:

56 A x 1.25 = 70A . um conductor de tamanho 6AWG, ampacidade 75A à 90˚C foi o selecionado da tabela.

Note que o conductor ou cabo eléctrico deve suportar no minimo 125% da corrente total do motor.

Considerando um factor de correcção de temperature ambiental de 36-40˚C, o cabo foi redimensionado para 75x0.91 = 68.5 Amps. Por isso, o maior conductor seguinte de 4AWG / 16 mm² foi selecionado.


1.2 – Queda de tensão ao longo do conductor:

A queda de tensão pode ser calculada de acordo com IEEE 141, artigo 3.11.

Contudo, deve obter-se do fabricante o catálogo ou tabela de conductores a ser utilisado. De acordo com o catálogo de cabos da kukdong e um comprimento máximo de 100 metros:

Rc = 1.16Ω/km = 0.116 Ω; Xc = 0.119 Ω/km = 0.0119 Ω.

Assumindo um factor de potência Cosø = 0.9

Queda de tensão V (linha-neutral) = I(RcCosø + Xcsinø) = 6.14 V. Isto representa uma queda de tensão de 0.89% que é aceitável.

A queda de tensão V obtida atravéz desta formula é apenas para um conductor, um sentido, chamado de queda de tensão entre a linha e o neutro. A queda de tensão equivalente para o sistema trifásico é de 1.54% (x√3).

A queda de tensão ao longo do conductor deve ser inferior à 3%


1.3 – Análise da capacidade de resistência do conductor à corrente de curto-circuito.

Essa Análise deve ser feita tendo em conta a seguinte formula para os conductors de cobre:

(I²/A²) x t = 0.0297 log ((T2 + 234)/(T1 + 234))

Onde:

I = corrente de curto-circuito em amperes
A = área do conductor em circular mils
t = tempo de curto-circuito em segundos (para tempos menores ou igual a 10 segundos)
T1 = temperatura inicial do conductor em graus celsius.
T2 = temperatura final do conductor em graus celsius.

Para conductores de cobre com isolamento termoplástico, T2 = 250 and T1 = 90

Considerando uma reactância subtransiente Xd”= 0.17pu para o motor de indução; A corrente do rotor bloqueado/travado (LRA, sigla em inglês) é igual a 6 vezes a corrente total do motor ( FLC, sigla em inglês) - LRA = 6 x FLC

Portanto, a corrente de curto-circuito nas extremidades do motor pode ser assumida como 6 x FLC = 336 A. Contudo, esse valor dependerá sempre das características dos circuitos associados, da contribuição dos motores adjacentes a falha, da resistência dos conductors, impedância do transformador a montante, etc.

Uma vez obtido o valor da corrente de curto-circuito, calcula-se o valor da àrea do conductor em circular mils e compara-se com o tamanho selecionado acima. No caso da obtenção de um valor superior ao selecionado acima, o mesmo deve ser ajustado de maneira a suportar a corrente de curto-circuito.

2 – Dimensionamento dos dispositivos de protecção eléctrica:

A protecção do motor contra curto-circuito ou sobre-corrente é feita de acordo com NFPA 70; artigo 430.52 , tabela 430.52.

Os fusíveis com elementos duplos não devem ser dimensinados acima dos 175% FLC. Os disjuntores de tempo-inverso não devem ser dimensinados acima dos 250% FLC.

Contudo, se pensares em usar um fusivel, esse não deve exceder 56Ax1.75=98A. No caso de um disjuntor, não deverá exceeder 56Ax2.5=140A. Aconselha-se a verificar excepções a essa regra em caso de acionamento esporádico dos dispositivos de protecção eléctrica durante o arranque do motor.

Para motores de funcionamento continuo; a protecção contra sobrecarga não deve exceder os 125% FLC para motores com factor de serviço igual a 1.15 ou maior,com um aumento de temperatura de 40˚C ou inferior. Para os restantes motores não deverão exceder os 115% FLC.

3 – Análise dos dispositivos e características de arranque:

Os dispositivos de arranque a serem selecionados devem obedecer as características do motor, disjuntores, fusíveis e relés a serem usados. Deve obter do fabricante as curvas de arranque e performance do motor, tal como a curva do tempo vs corrente (TCC). Contudo, deve também considerar um dispositivo de arranque directo ( DOL - Direct-online starter) para os motores de indução.

Depois de selecionados os despositivos acima referidos, e as suas respectivas curvas de funcionamento; deve-se fazer uma análise do circuito integrado, usando um software do tipo ETAP, SKM ou algo similar caso tenha disponível. Essa análise serve para confirmar a funcionabilidade do desenho elaborado acima e fazer os ajustes necessários antes de se conectar e energizar o circuito.

Em resumo:

-Para selecionar os condutores ou cabos eléctricos deve ter em conta o tamanho mínimo não inferior a 125% FLC
-Para selecionar fusíveis ou disjuntores não deverá exceder 175% ou 250% FLC respectivamente. Para outros dispositivos ou motores consultar tabela 430.52
-Para os dispositivos de protecção contra sobrecargas não deverá exceder 125% FLC para motores com factor de serviço de 1.15 ou 115% FLC para os restantes motores
-Obtenha sempre que possível às curvas características dos elementos do circuito para uma melhor analise utilizando um software adequado.

Wednesday, 23 February 2011

Ruído das linhas de transmissão de energia elétrica

Você provavelmente já ouviu-o antes de ter ouvido falar sobre ele. Em um rádio, soa como um zumbido ou rugido que também, pode ser pontuado por pequenos "estalos". Pode ser fraco, forte ou qualquer coisa na média. O ruído das linhas de transmissão podem se intensificar durante tempo húmido. Pode ser mais forte em determinada direcção; também pode parecer chegar de todos os lugares de repente.

Apesar de ser muito difícil atenuar o problema do ruído, o importante é sabermos identificá-lo, de forma a podermos tomar algumas acções tais como; posicionar a antena externa adequadamente, seleção dos equipamentos, etc.

Por exemplo: durante a fase de construção de uma subestação, são realizados ensaios para a avaliação do nível de ruído nos canteiros de obras e nas edificações próximas. Para evitar emissões elevadas de ruído e vibrações, são tomadas algumas precauções como a escolha de equipamentos com baixos índices de emissão de ruídos, realização periódica de manutenção desses equipamentos e planejamento de operações ruidosas, etc.

O facto é que existem dois tipos de ruídos de linhas de transmissão : descarga de "corona" ( corona discharge ) e intervalo de centelha ou faísca ( spark-gap ).

O efeito Corona ocorre quando um forte campo elétrico associado com um condutor de alta tensão ioniza o ar próximo ao condutor. O ar ionizado pode se tornar azul e se tornar audível em forma de "estalos". O efeito Corona também libera partículas de O2 e produz oxigênio tri atômico - O3, ozônio - um gás corrosivo que destrói equipamentos de linhas de potência e coloca em perigo a saúde humana. E o efeito Corona gera ruído eletromagnético de largo espectro.


Geralmente, quanto maior a tensão, maior o efeito corona. Este efeito também aumenta com a humidade e chuva porque tornam o ar mais condutivo. O ruído de corona induzido é geralmente pior durante a chuva, quando a precipitação cai em forma de gotas nas bordas inferiores das linhas de transmissão. A tentativa de localizar estas fontes raramente vale o esforço porque pouco pode ser feito para eliminá-lo. Já os ruídos causados por falhas em isoladores causam a maioria das interferências de linhas de transmissão. Isto ocorre sempre que uma centelha pula entre dois condutores. Isto ocorre quando existe diferença de potencial suficiente entre os condutores para ionizar o ar entre eles. A ionização diminui a resistência do ar. Quando a resistência do ar cai o suficiente para suportar a condução, a centelha pula entre os condutores e uma corrente flui através do ar ionizado. A resistência do canal ionizado varia consideravelmente, causando variações de corrente que podem ser induzidas nas linhas de transmissão e propagadas. A centelha também diretamente irradia ruído ao longo de um espectro largo de frequências. Sob determinadas situações, as centelhas podem originar trens sucessivos de pulsos fracos. Estas ondas resultantes contem energia harmônica forte e pode causar interferência severa até a região de frequência muito alta (VHF).

VHF é a sigla para o termo inglês Very High Frequency (Frequência Muito Alta) que designa a faixa de radiofrequências de 30 a 300 MHz. As frequências abaixo das VHF são conhecidas como Altas Frequências (High Frequencies), e as frequências acima como Ultra Altas (Ultra High Frequencies). A VHF é comummente utilizada para transmissão de rádio FM (comumente em 88-108 MHz) e transmissões televisivas (em conjunto com a faixa de frequência UHF). Também é geralmente usada para sistemas de navegação terrestre, comunicações aéreas (dos aviões) e radioamadorismo.

O ruído de centelhamento geralmente diminui com a frequência, uma característica que pode ser muito útil quando se rastrear ou localizar a interferência. Uma excepção a esta regra ocorre quando as linhas de potência conectadas à fonte do ruído se tornam ressonantes em uma ou mais frequências em particular. O ruído pode apresentar picos justamente nestas frequências.

Muito do ruído de centelhamento ocorre quando as centelhas se formam entre isoladores e peças usadas no suporte e sustentação dos cabos, transformadores e outros equipamentos fixados nos postes. Na maioria dos casos, tal ruído pode ser eliminado pela companhia de energia local - normalmente a distribuidora da região (EDEL,ENE,etc...).

Diferente do efeito corona, o ruído de centelhamento é geralmente um fenômeno relacionado as boas condições de tempo; ele pode desaparecer durante a chuva porque a precipitação ou chuva curto circuita os intervalos entre as peças em questão. Sendo normalmente a freqüência das linhas de transmissão de corrente alternada de 50 ou 60 Hertz , a tensão passa através de dois picos ( positivo e negativo ) duas vezes a cada ciclo. O ruído do efeito Corona e de centelhamento seguem este padrão, geralmente se iniciando e parando 100 ou 120 vezes por segundo. Isto fornece os ruídos características de zumbido. Geralmente aparece continuamente ao longo de um intervalo grande de frequências, entretanto, pode ir e vir.

O ruído da linha de transmissão pode ser transmitido por condução, indução ou radiação. A interferência pode ser conduzida através da linha de transmissão à fonte de alimentação do rádio. Pode viajar por indução quando a linha de transmissão está suficientemente próxima a antena ou à alguma parte do receptor, ou até a outra linha de transmissão. Também, pode viajar através de irradiação : as linhas de potência podem se tornar uma antena. A condução e indução são geralmente responsáveis pelas interferências de baixa frequência porque a corrente conduzida decresce rapidamente com a frequência.

As medições de campos elétricos e magnéticos têm o propósito de registrar a intensidade do campo gerado pela subestação e pelas linhas de transmissão para assegurar a conformidade com os limites previstos em lei. A medição do espectro de radiointerferência, também visa não causar problemas a sistemas que usam ondas de rádio, como telefonia celular e TV.

Portanto, é necessário que se respeite os padrões industriais estabelecidos de maneira a evitar ruidos excessivos que possam causar danos a saúde e ao meio ambiente.
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Consultoria e Prestação Serviços powered by Emméry Macedo - Engenheiro Eletrotécnico, BTECH, BEST CUM LAUDE, pela Durban University of Technology (DUT), Galardoado pelo Institute of Professional Engineering Technologists (IPET), Bacharel em Ciências Matemáticas pela Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto de Angola, Professor de Matemática e Física pelo IMNE- Garcia Neto, Professor de Electrόnica de Potência da Universidade Metodista, membro do IET - Institution of Engineering and Technology MIET nº 91651226, membro da Ordem dos Engenheiros de Angola OEA nº 2924, com certificação em ETAP, SKM, HV Switching, SAEP, etc...

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