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Friday, 18 October 2013

Energia Eléctrica em Angola - Vozes da Juventude Angolana na Diáspora.

Normalmente aproveito a hora do almoço para fazer uma leitura de sites e blogues relacionados com tecnologia e notícias de Angola. 

Hoje o blogue selecionado foi o “Havemos de voltar - Vozes da juventude angolana na diáspora.” Um dos temas interessantes abordados nesse blogue e considerado um dos top posts é a Energia Eléctrica em Angola publicado em 2010. 

O artigo apresenta alguns factores que podem ser vistos como favoráveis ao défice energético que Angola enfrenta:

1 – A falta de pessoal especializado na área.

2 - A necessidade da formação contínua dos nossos engenheiros e técnicos.

3 – A Falta de normalização e regulamentação do sector eléctrico

4 - A racionalização do consumo da energia eléctrica.

Para além de apresentar algumas vantagens em ter um bom sistema eléctrico em Angola, deixa no ar uma grande questão na qual nos propusemos em comentar: “A nossa rede eléctrica está actualmente a ser reestruturada por empresas estrangeiras, mas um dia eles irão embora. Engenheiros angolanos, responsáveis e competentes, terão de gerir a rede de um país com mais de 14 milhões de habitantes. Cabe a cada um de nós ajudar de alguma forma, para que os esforços que têm vindo a ser feitos, sejam rentáveis num futuro próximo.” - Por Naccy e Nuno (2010)

Comentário:

Para além da formação de quadros e de outros pontos salientados no artigo, um dos grandes problemas é também o fraco incentivo para o desenvolvimento de empresas locais, visto que o governo já tem parcerias estratégicas com empresas estrangeiras do sector, a actuar no mercado Angolano, deixando as pequenas e médias empresas nacionais sem possibilidade de crescerem, pois o governo continua a ser o grande parceiro para o desenvolvimento do sector eléctrico nacional. Se o governo não facilita que as poucas empresas no sector tenham acesso, nem que em pequena escala, de projectos até a nível das comunas e vilas. Como podem essas empresas crescer e contribuir para a estabilidade energética em Angola?

Os investimentos no ramo electrotécnico são elevados e sem o apoio do governo uma boa parte das empresas que se criam tendem a desaparecer por falta de incentivos e capacidade financeira para suportar a concorrência das empresas estrangeiras ou multinacionais.

O programa Angola Invest não conseguiu satisfazer os objectivos para o qual foi criado. Precisamos criar mecanismos para uma maior participação de empresas locais em vários projectos no sector eléctrico. Por exemplo, a EDEL em Luanda começou a fazer a instalação de contadores pré-pagos em vários bairros da cidade. Quantas pequenas e médias empresas estão envolvidas? Quantas empresas locais aperceberam-se do concurso público para essa empreitada?

A Instalação de um contador eléctrico é um projecto básico em eletrotecnia, que se escalado a nível nacional ajudaria a reduzir o consumo excessivo e anárquico de energia eléctrica, e incentivaria a participação de mais empresas na área de instalações eléctricas, fiscalização e cobranças de tarifas a nível nacional.

Com esse exercício o governo obteria o retorno do investimento efectuado, ajudava a desenvolver as empresas locais e consequentemente reduzia-se o índice de desemprego. 

Quantos empregos seriam criados com a descentralização desses serviços? Qual seria a contribuição na redução do consumo energético excessivo e descontrolado por parte da população, dos estabelecimentos comerciais e industriais?

A cobrança do consumo eléctrico por estimativa acaba sempre por prejudicar os pequenos consumidores e beneficiar os consumidores comerciais e industriais. A cobrança por estimativa tem um impacto negativo sobre o retorno do capital investido, e não contribui para a diminuição da demanda energética sobre o sistema eléctrico devido a um consumo não racionalizado.

Desde 2001 que se tem falado na possibilidade de se fazer a cobrança da energia reactiva, e que dificilmente vai efectivar-se caso o governo em parceria com o sector privado, não organizarem um sistema que facilite não só a cobrança de tarifas, como também a instalação de dispositivos de medição da energia reactiva, principalmente a nível industrial. Ver artigo relacionado - Facturação da Energia Reactiva em Angola

Quantas residências, casas comerciais, instituições públicas e entidades afins funcionam sem um contador eléctrico em Angola? Um simples exemplo, demonstra como o governo pode ajudar a desenvolver a economia e a criar empregos num sector que ainda tem muito por desenvolver.

Considerando que uma parte significativa dos poucos engenheiros angolanos são absorvidos pela Indústria petrolífera, qual devia ser a estratégia a ser adoptada pelo governo no sentido de aumentar a contribuição das empresas e quadros nacionais no sector eléctrico? Eis a questão que deixamos aqui para reflexão e análise.


Artigos relacionados publicados nesse blogue:




Referência:

Naccy e Nuno, 2010, Energia Eléctrica em Angola, Havemos de Voltar: http://havemosdevoltar.wordpress.com/2010/04/26/energia-electrica-em-angola/ (Visto em Outubro de 2013)


Compilado por:

Emméry  Macedo
www.angolapowerservices.blogspot.com

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Luanda, Angola
Consultoria e Prestação Serviços powered by Emméry Macedo - Engenheiro Eletrotécnico, BTECH, BEST CUM LAUDE, pela Durban University of Technology (DUT), Galardoado pelo Institute of Professional Engineering Technologists (IPET), Bacharel em Ciências Matemáticas pela Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto de Angola, Professor de Matemática e Física pelo IMNE- Garcia Neto, Professor de Electrόnica de Potência da Universidade Metodista, membro do IET - Institution of Engineering and Technology MIET nº 91651226, membro da Ordem dos Engenheiros de Angola OEA nº 2924, com certificação em ETAP, SKM, HV Switching, SAEP, etc...

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